O sexto país olímpico

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A América Latina vive uma situação diversa nestes jogos: se por um lado surpreende com medalhas inéditas, como a da Guatemala, por outro,  países tradicionais vão mal, como Brasil, Cuba, México e Argentina

 Até agora, a América Latina não apresenta um bom desempenho nos Jogos Olímpicos de Londres. Com 10 medalhas de ouro, 14 de prata e 17 de bronze, a região, se fosse um único país, estaria em sexto no ranking, atrás de China, Estados Unidos, Reino Unido, Coreia do Sul e Rússia, e a frente de países como Alemanha, França, Itália e Austrália. A posição até o momento é a pior nos últimos cinco jogos. Na mesma comparação, se fosse um país, a América Latina teria sido a quarta “medalhista” em 2004 e a quinta nos Jogos de 1996, 2000 e 2008.

Por outro lado, as conquistas da região tem se diversificado. Esgrima e ginástica, que antes eram esportes exóticos na região, começam a dar medalhas. Países como Venezuela – que conquistou um ouro pela primeira vez desde 1968, desta vez na esgrima – e Guatemala, que obteve sua primeira medalha (uma prata na marcha atlética), confirmam isso. Nações do Caribe, como Jamaica, Trinidad & Tobago, República Dominicana e Porto Rico, estão trazendo medalhas importantes no atletismo e no boxe. E as conquistas ainda não terminaram, em uma região que cresce de importância com atletas como Usain Bolt.

Os resultados da região estão menos dependentes de Cuba. Embora a ilha seja o país melhor posicionado no ranking de Londres até agora, com três ouros, três pratas e um bronze, ela está distante da posição que detinha em 2000, quando sozinha trouxe 11 das 14 medalhas de ouro da região.

Mas grandes países seguem decepcionando. O Brasil ainda não trouxe tantas medalhas como se esperava do país que sediará os jogos em quatro anos. Argentina, México, Colômbia, Chile e Peru, por exemplo, até o momento não conquistaram um ouro sequer. A Argentina, que no total de medalhas de todas as olimpíadas briga diretamente com o Brasil, até o momento conquistou apenas um bronze no tênis – contra dez medalhas brasileiras. A situação entre os hermanos era tão crítica que a imprensa local estava comemorando os “diplomados” em Londres, ou seja, os atletas que ficam de quarta à sexta posição nas diversas modalidades, que recebem um “diploma” por sua participação. O caso do Chile é ainda pior: o país não ganhou até o momento uma medalha sequer.

O Uruguai, que esperava bons resultados no futebol, decepcionou. Mas o futebol, entretanto, vai trazer conquistas para a região: com a final do masculino entre Brasil e México, duas medalhas estão garantidas. A região também tem boas chances em esportes coletivos, como vôlei e basquete.

Podemos ainda ter boas surpresas até o fim dos Jogos em Londres, mas de antemão fica o alerta que a região, que terá as próximas Olimpíadas – a primeira da história na América do Sul – precisará suar a camisa para não fazer feio em casa.

NOTAS DA REGIÃO
Fonte: Grupo de Diários America (GDA)

Venezuela
Cresce comércio entre Venezuela e Colômbia
O país de Hugo Chávez está comemorando a entrada no Mercosul, oficializada há poucos dias, porém quem tem ganhado espaço na agenda comercial do país vizinho e a Colômbia, que não faz parte da zona de livre comércio. Segundo o jornal “El Nacional”, o comércio entre os dois países cresceram 30% no primeiro semestre. A Colômbia registrou no período um superávit de US$ 819 milhões com a Venezuela.

Uruguai
Cada uruguaio pagou US$ 2,5 mil em taxas
O jornal “El País” contra que em 2011 cada uruguaio pagou o equivalente a US$ 2.501 em impostos, alta de 18,9% sobre os US$ 2.104 pagos por uruguaio em 2010 – alta motivada também pela cotação do câmbio. A carga tributária do país vizinho no ano passado foi de 18,03% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 17,91% do PIB em 2010. 

Peru
Vendas de Quinua cresce 27%
A exportação peruana de quinua – grão que é uma verdadeira moda em muitos países – cresceu 27% nos primeiros seis meses de 2012 sobre igual período de 2011. Segundo o jornal “El Comercio”, as exportações chegaram a US$ 13 milhões. O país é o segundo maior produtor do grão, atrás apenas da Bolívia. Os principais destinos foram Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Israel, Japão e Brasil.

Chile
Chile terá seu primeiro guia de espumantes
Famoso por seus vinhos, o Chile agora quer avançar no mercado de espumantes. Nesta sexta-feira uma comissão de enólogos se reunirá em Santiago para iniciar o primeiro guia de espumantes do país, informa o jornal “El Mercurio”. A primeira edição do guia, com cinco mil exemplares, sairá em 5 de outubro.

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