Novo blog

15 de março de 2013

Pessoal, eu já tive outros blogs na vida. O histórico Homem Chavão, o  “Henrique con ‘hache’, Alexandra con ‘éxis‘ “, sobre nossa estadia na Espanha e o “Henrique 32“, onde, no período em que tinha 32 anos, postava uma foto minha por dia no Rio, minha nova cidade. Mas, como se vê, todos temáticos. Agora criei um blog geral, que não terá nenhum tema e nem compromisso de atualização ou periodicidade. É apenas um espaço meu. Obrigado e divirtam-se!

Argentinos empacotados

15 de novembro de 2012

Segue o artigo que publiquei nesta quinta-feira no Globo A+, o vespertino do Globo para iPads:

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Argentinos empacotados

Restrições do governo à compra de dólares fazem nossos vizinhos utilizarem cada vez mais agências de viagens para sair fora do país

No mundo inteiro, turistas mais habituados viajam por conta própria, sem o uso dos serviços de agências de viagens. Mas na Argentina, atualmente está ocorrendo o contrário: graças às medidas de restrição à compra de dólares imposta pelo governo de Cristina Kirchner, cada vez mais os argentinos “mais espertos” têm utilizado pacotes de viagem para sair do país. O motivo? Pagar turismo no exterior em pesos, sem a necessidade de trocar valores para o dinheiro dos locais onde se pretende viajar, algo cada vez mais difícil no país.

Essa iniciativa afeta uma tradição argentina: a viagem de carro pelo Uruguai, Chile e Sul do Brasil. Mas, ao menos, mantém viva parte desta verdadeira febre nacional que é migrar nos meses de verão para praias melhores que as encontradas em solo nacional. Embora prejudique a viagem por conta própria – principalmente quem tem casas em locais como Punta del Este, no Uruguai, ou na praia de Canasvieiras, em Florianópolis –, os pacotes viabilizam o turismo.

Os pacotes estão, inclusive, cada vez mais completos e incluem todas as refeições, mesmo quando os destinos não contam com resorts onde este tipo de serviço é all inclusive. Isso impede, muitas vezes, a liberdade de se conhecer um restaurante, mas para muitos argentinos é a única opção. Os problemas não se restrigem ao estreito limite da compra de dólares, euros ou reais pelos argentinos: na prática, muitas vezes, a Receita Federal argentina (a Afip) proíbe a compra de dólares mesmo dentro deste limite, sem nenhum motivo. E, alguns funcionários chegam, inclusive, a indicar o mercado negro.

Mas a opção pelos pacotes é melhor que o câmbio negro. Além de pagar em pesos – algumas vezes de forma parcelada – as empresas de turismo fazem a conversão pelo câmbio oficial, muito mais em conta que no mercado paralelo. Mesmo o uso de cartão de crédito no exterior, que agora é sobretaxado em 15%, fica mais barato que o câmbio negro. Os argentinos ainda não estão se arriscando a pagar em pesos no exterior, mas acreditam que em pouco tempo comerciantes do Chile, Uruguai e do Brasil aceitem a moeda argentina, ainda  nestes meses de verão. Entretanto, eles temem que, por conta das dificuldades, as taxas de conversão sejam muito prejudicadas.

Segundo recente artigo de Natalia García no jornal “La Voz”, as restrições à compra de dólares irão forçar os argentinos a fazerem suas viagens com pesos, mesmo que isso signifique perda em função da variação cambial. Para se ter uma ideia, àqueles que viajarem hoje com moeda nacional argentina rumo ao Chile irão receber o equivalente a 77 pesos chilenos para cada peso argentino, enquanto em 2011 taxa de câmbio era de 115,12 pesos chilenos para cada peso da Argentina. Na troca pela moeda brasileira, os argentinos recebem R$ 0,43 por um peso.  No Uruguai, onde cerca de 2 milhões de hermanos costumam passar suas férias, a taxa cambial também sofreu variações: hoje, um peso argentino equivale a 3,61 pesos uruguaios, no ano passado um peso argentino comprava 4,46 pesos uruguaios.

Para Alessandro Macedo, vice-Presidente de Marketing e Eventos Associação Brasileira de Ag}encias de Viagens (ABAV), a crise na Argentina pode beneficiar o Brasil. Macedo avalia que o baixo custo de deslocamento em função da proximidade e das facilidades oferecidas pelos operadores brasileiros, que já perceberam que é preciso criar atrativos não apenas turísticos mas também econômicos para atender as necessidade atuais dos argentinos, como pacotes mais completos, issobtende a garantir um maior fluxo de hermanos no Brasil.

“A Argentina é o principal mercado emissor para o Brasil já há alguns anos. Acreditamos que o agravamento da crise argentina faça com que essa procura aumente, uma vez que a proximidade e consequentemente o menor custo para deslocamento nos torna mais atrativos do que a Europa e os USA”, explicou Marcelo, que ainda destacou que aumentaram os pedidos de pousos de voos charters no Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, bem acima da média de anos anteriores.
O vice-presidente de Marketing e Eventos da ABAV destaca que ainda é cedo para projetar o comportamento do mercado turístico da Argentina, mas lembra que a Embratur vê o país vizinho como prioridade na divulgação de pacotes e roteiros.

Ao que tudo indica, os argentinos conseguirão, com um pouco de criatividade, garantir mais um verão em praias estrangeiras. Mas como a criatividade também é presente na Casa Rosada, muitos temem que o cerco se feche ainda mais, o que tornará até mesmo os países vizinhos um sonho distante para uma população que sempre se orgulhou de viagens ao exterior.

 

PELA REGIÃO COM O GDA

México

País poderá ter trem-bala

O México está iniciando estudos para ter uma linha de trem de alta velocidade entre a Cidade do México e a cidade de Querétaro. Segundo o jornal “El Universal”, o projeto de 218 quilômetros entre as duas cidades está em elaboração. Segundo o jornal, as obras para a nova ligação poderiam começar ainda em 2013.

Uruguai

Luta contra preços altos na gastronomia

A ministra do turismo do Uruguai pediu que os empresários não exagerassem nos preços dos alimentos durante a temporada de verão, quando o país fica cheio de turistas. Segundo o jornal “El País”, a ministra pediu responsabilidade para que o país não fique caro demais aos turistas. Entre janeiro e setembro entraram no país 2,095 milhões de turistas, cerca de 60 mil a mais que no mesmo período de 2011. Nestes nove primeiros meses de 2012 foram 288.692 brasileiros, contra 312.324 há um ano.

Venezuela

Produção de batata cai 20% em quatro anos

O jornal “El Nacional” informa que a produção local de batata caiu 20% em quatro anos. Segundo dados da Fundação de Desenvolvimento e Promoção dos Andes, os problemas começaram quando o governo federal estatizou diversas empresas agropecuárias e centralizou a importação de sementes no país.

Fonte: GDA – Grupo de Diarios América

Adiós, Canasvieiras

21 de setembro de 2012

(Meu artigo publicado no Globo A+, vespertino para iPads do Globo, nesta quinta-feira, 20 de setembro)

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Adiós, Canasvieiras

 
Praia em Florianópolis deve deixar de ser “argentina” neste ano. Comerciantes buscam novos turistas no Centro-Oeste
 
A cada janeiro a praia de Canasvieiras “mudava” de país: deixava de ser brasileira para ser argentina, tão grande era a invasão de ‘hermanos’ em um dos locais mais bonitos de Florianópolis. Mais de 90% dos turistas da região vinham do vizinho do sul. O comércio falava espanhol, as lanchonetes preparavam “chivitos e prensados”, os bares priorizavam na TV o Campeonato Argentino e os negócios prosperavam em moeda estrangeira. Mas, essa Era pode ter chegado, definitivamente, ao fim com as novas medidas do governo de Cristina Kirchner.
 
Ano após ano o percentual de argentinos nas praias de Canasvieiras vem caindo, apesar de no último mês de janeiro 70% dos turistas terem vindo da Argentina. De acordo com empresários locais, o grupo deve deixar de ter maioria absoluta nesta próxima temporada. Há quem diga que os argentinos representarão apenas 40% dos turistas da região. O motivo? As dificuldades impostas pelo governo vizinho para a compra de dólares, a criação de um imposto de 15% sobre as transações de cartão de crédito no exterior e o “empobrecimento relativo” dos argentinos, já que o Real está bem mais valorizado que o Peso. O governo argentino, inclusive, também criou uma campanha para tentar convencer o argentino a ficar no país nas férias de verão.
 
— As reservas para janeiro feitas até esta época do ano já estão 50% menores que no ano passado. Tenho 300 apartamentos para locação de temporada e nunca vi um movimento tão fraco de argentinos por causa destas medidas de restrição do governo, principalmente a dificuldade na compra de dólares. Acho que em janeiro teremos menos de 50% de argentinos em Canasvieiras – afirmou Valdomir Paes Padilha, dono da Padilha Imóveis, a maior na região da praia ao norte de Florianópolis.
 
Saem os argentinos, entram os brasileiros. Essa é a lógica do empresário, que diante do temor de queda no número de visitantes hermanos, já investe no incremento de anúncios em jornais de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e, principalmente, no Centro-Oeste, região que começa a descobrir a Ilha da Magia e que vive um ‘boom’ econômico. Ele, contudo, acredita que os preços dos imóveis na temporada podem cair, mas ainda acha que é cedo para estimar um percentual. No verão passado, um apartamento de um quarto tinha diária de R$ 200; um de dois quartos saía por R$ 350 e o preço das casas variavam de R$ 500 a R$ 800 por dia na praia, considerada uma das mais bonitas da região, com uma das águas mais quentes do balneário e praticamente sem ondas.
 
O comerciante Carlos Alberto Koehler, dono do bar a beira mar Terra Santa, afirma que todos da região já sabem que o verão não será tão bom. Ele tem notícias, inclusive, que muitos argentinos que compraram imóveis na região estão tentando vender suas casas e apartamentos, um sinal que a fase argentina de Canasvieiras pode ficar, definitivamente, para trás – ao menos na proporção do passado, quando havia uma verdadeira invasão.
 
— O nosso maior problema será janeiro e fevereiro, já que os argentinos não vinham muito para o réveillon, que agora é cheio de paulistas. E depois, em março, temos a semana dos uruguaios, porque eles têm um grande feriado junto com a páscoa e é a época que mais vêm para cá – disse o comerciante.
 
Mas nem todos estão tão otimistas com a substituição de turistas. Elizabeth Lezdkalns, dona do restaurante Tutti-Frutti, afirma que Canasvieiras ficou muito marcada por ser um território argentino no verão e que os comerciantes, hoje apreensivos, precisarão se reinventar:
 
— Hoje todo mundo fala em trazer mais paulistas, mais paranaenses, mais gaúchos, mais gente de Brasília e do Mato Grosso pra cá. Mas será que eles virão? Os comerciantes aqui passaram muitos anos hostilizando os brasileiros e querendo servir apenas os argentinos. Mudar essa imagem não será fácil.
 
Enquanto o verão não chega e a apreensão toma conta dos comerciantes, Canasvieiras continua se preparando para receber os turistas, sejam eles argentinos ou brasileiros. Bares, restaurantes, apartamentos e casas passam pelas últimas reformas. Só em março veremos, contudo, se os anúncios em espanhol de empanadas, heladerias, locutórios e futebol argentino acabarão de vez na praia.
 
PELA REGIÃO COM O GDA
GRUPO DIÁRIOS AMÉRICA
 
 
URUGUAI 
Quatro em cada 10 uruguaios consomem sua bebida alcoólica favorita uma vez por semana
Segundo pesquisa da “Opción Consultores”, divulgada pelo jornal “La Nación”, 40% dos uruguaios consomem suas bebidas alcoólicas favoritas ao menos uma vez por semana. Seis em cada 10 pesquisados indicaram ter ao menos uma bebida alcoólica de preferência: 22% ciraram a cerveja e 15,4%, o vinho. O whisky ficou em terceiro lugar, com 12,2% das citações. A pesquisa indica ainda que 8,4% dos uruguaios consumem a bebida de preferência mais de uma vez por semana e 5,4% bebem diariamente.
 
 CHILE 
Salários de engenheiros de minas e geólogos cresce 40%
Os grandes projetos de mineração no país – que superam os US$ 100 bilhões em oito anos – tem feito com que os salários de alguns profissionais cresça muito, segundo informou o o jornal “El Mercurio”. O salário de engenheiros de minas e geólogos cresceu 40% no ano. Além disso, o jornal conta que que o setor, que hoje já tem 245 mil trabalhadores, pode ter um déficit de 23 mil operários até 2015.
 
COLÔMBIA 
130 mil produtores de café já não são tão afetados pelo preço do produto
 O jornal colombiano “El Tiempo” conta que 32% dos produtores de café da Colômbia não dependem diretamente do preço do café nas bolsas mundiais, pois passaram a produzir cafés especiais. Os preços globais servem de referência, mas este tipo de produto premium tem outra lógica de preficicação e contratos mais longos. Em área, 40% do território destinado ao café na Colômbia já é destinado à produção de grãos especiais, vendidos para empresas como Rainforest Alliance, Fair Trade, 4C, Nespresso, UTZ, Starbucks, entre outras.
 
 
VENEZUELA 
Consumo de petróleo cresce 22,6% na Venezuela
 Segundo o jornal “El Nacional”, da Venezuela,  o consumo de petróleo e derivados no país de Hugo Chávez cresceu 22,6% no primeiro semestre do ano.  O grande causador deste crescimento é o suo do diesel para a produção de energia elétrica. De acordo com o jornal, 300 mil barris de petróleo/dia são destiandos à geração denergia em termelétricas e grandes indústrias. Atualmente no país,  65% da energia vem de hidrelétricas e 35% já são produzidos em térmicas.

Democracia do ouro

12 de agosto de 2012

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Essa foi a primeira vez que onze diferentes países da  América Latina conquistaram medalhas de ouro nas mesmas Olimpíadas

Se até quinta-feira o cenário não era muito animador – os países da América Latina vinham registrando, até então, desempenho inferior ao obtido nas últimas quatro Olimpíadas –, os últimos dias dos Jogos de Londres mudaram completamente o quadro. Até ontem, penúltimo dia das competições, a região conseguiu igualar o recorde do total de medalhas obtidos em Pequim – 71 – e caminha para bater o recorde também em medalhas de ouro: até este sábado foram conquistadas 19, duas a mais que em 2008 e perto do recorde de 22 de Atenas.  Mas, para os latinos, o que chama a atenção nestes Jogos é que, pela primeira vez na História, onze países da região conquistaram ao menos uma medalha de ouro, democratizando as conquistas esportivas no continente.
Jamaica (de Usain Bolt) conquistou quatro medalhas, mesmo número de Cuba. O Brasil já conquistou três medalhas douradas – e vai disputar uma no vôlei masculino ainda hoje, além da chances na maratona. Colômbia, México, Argentina, República Dominicana, Granada, Venezuela, Bahamas e Trinidad e Tobago voltam de Londres com um ouro cada um. Antes destes Jogos, o recorde era sete países latinos no lugar mais alto do podium, conquistado em Atenas e repetido em Pequim. A região está menos dependente de Cuba, que deve encerrar os Jogos no segundo ou terceiro lugar do ranking regional, atrás da Jamaica e  disputando uma posição com o Brasil.
Granada, por exemplo, ganhou nestes jogos sua primeira medalha de ouro na história, com Kirani James nos 400 metros. A Venezuela, que só havia ganhado um ouro na história, com o boxe no longínquo 1968,
voltou ao alto do podium com a esgrima. Trinidad e Tobago conquistou um ouro no lançamento de dardo, voltando a ganhar uma medalha de ouro, que só havia conquistado uma vez em 1948. A Argentina, brilhou no Taekwondo. República Dominicana também voltou à glória com os 400 metros com barreira. E as Bahamas superaram magistralmente os Estados Unidos no 4×400, desbancando o país mais rico do mundo de uma categoria que dominava com facilidade.
Se fosse um país, a América Latina estaria na quinta posição do ranking de Londres, atrás dos Estados Unidos, China, Reino Unido e Rússia. Esta foi a mesma posição que o hipotético país conquistou em Atlanta, Sydney e Pequim. Em Atenas, o “país latino” ficou em quarto. Embora pareça um bom resultado, vale lembrar que vivem na região cerca de 580 milhões de pessoas, quase o dobro que nos Estados Unidos, que já superaram a barreira de 100 medalhas nestes jogos, sendo 42 de ouro. E temos que lembrar que estão à frente da região países muito menores e menos povoados que a América Latina, como Reino Unido e Rússia.
O avanço do esporte da região é importante porque ele tende a confirmar algo que precisa ser realidade: que avançamos na qualidade de vida, na justiça social, na educação e na economia sustentável. As conquistas nos esportes tendem a representar melhorias na saúde e na educação, além de servir de incentivo para jovens. Se o esporte for o coroamento desta nova realidade latina, que cada vez mais abandona a pobreza e o atraso, só temos que torcer para que estes resultados cresçam ainda mais no Rio 2016, quando serão celebradas as primeiras Olimpíadas da América do Sul.

O sexto país olímpico

10 de agosto de 2012

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A América Latina vive uma situação diversa nestes jogos: se por um lado surpreende com medalhas inéditas, como a da Guatemala, por outro,  países tradicionais vão mal, como Brasil, Cuba, México e Argentina

 Até agora, a América Latina não apresenta um bom desempenho nos Jogos Olímpicos de Londres. Com 10 medalhas de ouro, 14 de prata e 17 de bronze, a região, se fosse um único país, estaria em sexto no ranking, atrás de China, Estados Unidos, Reino Unido, Coreia do Sul e Rússia, e a frente de países como Alemanha, França, Itália e Austrália. A posição até o momento é a pior nos últimos cinco jogos. Na mesma comparação, se fosse um país, a América Latina teria sido a quarta “medalhista” em 2004 e a quinta nos Jogos de 1996, 2000 e 2008.

Por outro lado, as conquistas da região tem se diversificado. Esgrima e ginástica, que antes eram esportes exóticos na região, começam a dar medalhas. Países como Venezuela – que conquistou um ouro pela primeira vez desde 1968, desta vez na esgrima – e Guatemala, que obteve sua primeira medalha (uma prata na marcha atlética), confirmam isso. Nações do Caribe, como Jamaica, Trinidad & Tobago, República Dominicana e Porto Rico, estão trazendo medalhas importantes no atletismo e no boxe. E as conquistas ainda não terminaram, em uma região que cresce de importância com atletas como Usain Bolt.

Os resultados da região estão menos dependentes de Cuba. Embora a ilha seja o país melhor posicionado no ranking de Londres até agora, com três ouros, três pratas e um bronze, ela está distante da posição que detinha em 2000, quando sozinha trouxe 11 das 14 medalhas de ouro da região.

Mas grandes países seguem decepcionando. O Brasil ainda não trouxe tantas medalhas como se esperava do país que sediará os jogos em quatro anos. Argentina, México, Colômbia, Chile e Peru, por exemplo, até o momento não conquistaram um ouro sequer. A Argentina, que no total de medalhas de todas as olimpíadas briga diretamente com o Brasil, até o momento conquistou apenas um bronze no tênis – contra dez medalhas brasileiras. A situação entre os hermanos era tão crítica que a imprensa local estava comemorando os “diplomados” em Londres, ou seja, os atletas que ficam de quarta à sexta posição nas diversas modalidades, que recebem um “diploma” por sua participação. O caso do Chile é ainda pior: o país não ganhou até o momento uma medalha sequer.

O Uruguai, que esperava bons resultados no futebol, decepcionou. Mas o futebol, entretanto, vai trazer conquistas para a região: com a final do masculino entre Brasil e México, duas medalhas estão garantidas. A região também tem boas chances em esportes coletivos, como vôlei e basquete.

Podemos ainda ter boas surpresas até o fim dos Jogos em Londres, mas de antemão fica o alerta que a região, que terá as próximas Olimpíadas – a primeira da história na América do Sul – precisará suar a camisa para não fazer feio em casa.

NOTAS DA REGIÃO
Fonte: Grupo de Diários America (GDA)

Venezuela
Cresce comércio entre Venezuela e Colômbia
O país de Hugo Chávez está comemorando a entrada no Mercosul, oficializada há poucos dias, porém quem tem ganhado espaço na agenda comercial do país vizinho e a Colômbia, que não faz parte da zona de livre comércio. Segundo o jornal “El Nacional”, o comércio entre os dois países cresceram 30% no primeiro semestre. A Colômbia registrou no período um superávit de US$ 819 milhões com a Venezuela.

Uruguai
Cada uruguaio pagou US$ 2,5 mil em taxas
O jornal “El País” contra que em 2011 cada uruguaio pagou o equivalente a US$ 2.501 em impostos, alta de 18,9% sobre os US$ 2.104 pagos por uruguaio em 2010 – alta motivada também pela cotação do câmbio. A carga tributária do país vizinho no ano passado foi de 18,03% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 17,91% do PIB em 2010. 

Peru
Vendas de Quinua cresce 27%
A exportação peruana de quinua – grão que é uma verdadeira moda em muitos países – cresceu 27% nos primeiros seis meses de 2012 sobre igual período de 2011. Segundo o jornal “El Comercio”, as exportações chegaram a US$ 13 milhões. O país é o segundo maior produtor do grão, atrás apenas da Bolívia. Os principais destinos foram Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Israel, Japão e Brasil.

Chile
Chile terá seu primeiro guia de espumantes
Famoso por seus vinhos, o Chile agora quer avançar no mercado de espumantes. Nesta sexta-feira uma comissão de enólogos se reunirá em Santiago para iniciar o primeiro guia de espumantes do país, informa o jornal “El Mercurio”. A primeira edição do guia, com cinco mil exemplares, sairá em 5 de outubro.

Nova disputa no Rio da Prata

30 de julho de 2012

Meu artigo de quinta-feira no Globo A+, o vespertino do Globo no iPad:

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Nova disputa no Rio da Prata

Depois de brigarem por uma empresa de celulose, Uruguai e Argentina elevam o tom no sul do continente pelo setor portuário, que pode, indiretamente, afetar até a produção brasileira de soja

Em 2007, a instalação de uma fábrica de celulose no Uruguai, nas águas binacionais do rio que dá seu nome ao país, criou uma grande celeuma com os argentinos que foi parar nos tribunais. Na Justiça, os uruguaios foram considerados, em 2010, culpados de violarem o tratado de uso dos rios que formam a Bacia da Prata. Mas não houve punição ao país, pois a fábrica finlandesa —  entenderam os juízes da Corte Internacional de Justiça — não causou poluição ao rio que separa as duas nações. Mas o embate está em vias de se repetir por outros motivos, agravado por acusações de suborno.

A polêmica começou por causa das obras de dragagem do chamado canal Martín García, rota que serve a portos dos dois países e que é controlado pela Comissão Administrativa do Rio da Prata (Carp), entidade binacional que segue o tratado firmado pelos dois países em 1973. O fato é que a obra não avança. Enquanto isso, o acesso ao porto de Nova Palmira, o segundo maior do Uruguai, localizado na região de Colônia do Livramento, fica prejudicado, o que favorece a Argentina, que cobra para que os navios utilizem o Canal Mitre, mais profundo e exclusivamente argentino. Os uruguaios sonham, inclusive, que o porto poderia servir de escoamento para parte da soja brasileira exportada para a China, sendo uma alternativa aos caros e abarrotados portos do Brasil.

O projeto está atrasado. E, como a Argentina aprofundou seu Canal MItre, ficou favorecido o porto de Buenos Aires e até o acesso a Rosário, por via fluvial. O porto uruguaio, devido ao pequeno calado, ficou, então, restrito a navios menores.

A  situação piorou depois que um diplomata uruguaio afirmou que a empresa Riovía, subsidiária da holandesa Boskalis International, subornou argentinos para conquistar o contrato da obra.  A empresa já era responsável pela manutenção do canal – sem muito sucesso, na visão Uruguai –, e venceu uma licitação internacional promovida em 2006. O diplomata chegou a pedir demissão, mas isso foi rejeitado pelo presidente uruguaio José Mujica, que não aceitou seu afastamento. Mas processos para averiguar o caso foram abertos nos dois países.

A demora argentina em dar um desfecho ao caso e iniciar as obras de dragagem acirra ainda mais os ânimos, além de fazer com que uruguaios acreditem, cada vez mais, no caso de suborno da empresa holandesa. Mas, para outros, este é o revide para o caso da empresa finlandesa de celulose, além de uma mostra que a presidente Cristina Kirchner continua às turras com os vizinhos  – como troco do episódio de acusação de  “pressão” argentina e brasileira para a entrada da Venezuela no Mercosul, em junho.

O governo uruguaio tem dito que pode aprofundar o canal de forma unilateral – a disputa é fazer com que o calado passe de 10 metros para 11 metros, se igualando à profundidade que existe até o porto de Buenos Aires, e que seria suficiente para a atração de embarcações maiores e mais competitivas. Além disso, Mujica tem dito que há um projeto de US$ 10 bilhões – incluindo ferrovias, empresas e um porto no estado de Rocha, oceânico e, portanto, sem as necessidade de seguir tratados binacionais. Para se ter uma ideia do empreendimento o valor apenas do novo porto uruguaio, US$ 1 bilhão, se assemelha ao custo estimado para a duplicação do porto mais movimentado do país, Santos, estimado em R$ 2,3 bilhões. O governo tem conversado com diversos grupos interessados na empreitada.

Enquanto a dragagem não se resolve, os ânimos dos dois lados ficam ainda mais acirrados. Embora o assunto seja muito mais tratado no Uruguai, a opinião pública Argentina começa a conhecer melhor o caso, que cresce de importância nos jornais. Vale lembrar que a disputa pelo controle das águas do Rio da Prata, no total, existe há mais de 200 anos – uma disputa muito mais histórica que a existente no futebol entre as duas nações.

Notas do GDA

(retiradas de jornais associados ao Grupo de Diários América)

Argentina

Desemprego na construção civil

O jornal “La Nación” conta que no acumulado do cano até abril, o setor de construção civil argentina fechou 26.280 postos de trabalho. A causa, segundo o jornal, foi uma forte redução nas obras públicas – motivado pela preocupação do governo com a crise global – e com os problemas cambiais no país vizinho. Em termos percentuais, a redução dos postos foi de 1,9% do total do setor.

Peru

Metro quadrado comercial passa dos US$ 2 mil em Lima

O forte crescimento do país andino tem gerado uma forte valorização de escritórios e terrenos comerciais em Lima. Segundo o jornal “El Mercurio”, o preço de compra  do metro quadrado nas principais regiões da cidade já ultrapassa os US$ 2 mil – embora em alguns edifícios chegue a beirar o dobro disso, ou US$ 4 mil. Segundo o jornal, a alta dos preços, apenas neste ano, ronda os 13%. Se comparado com o segundo trimestre de 2011, a alta é de 17%, em dólares.

Venezuela

Governo eleva prazo de financiamento imobiliário

O ministério de Habitação da Venezuela decidiu elevar o prazo máximo para financiamento da casa própria no país vizinho de 25 para 30 anos. O benefício deve beneficiar principalmente a população que ganha mais de 15 salários mínimos. Outras reduções de custos burocráticas também foram anunciadas, para estimular o setor.

México

Economia desacelera em maio

O jornal El Universal conta que a economia mexicana encolheu 0,36% em maio, na comparação com o mês anterior. Isso sinaliza, segundo o jornal, um arrefecimento da atividade econômica do país, que sente os efeitos da crise global e da débil recuperação de seu principal parceiro comercial, os Estados Unidos. Apesar disso, a economia do mês apresentou alta de 4,1% na comparação com o mesmo mês de 2011 – número esperado pelos analistas econômicos.

Uruguai além da erva-mate

1 de julho de 2012

Segue o artigo que publiquei na quinta-feira no Globo A+, o vespertino para iPdas do Globo.

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Uruguai além da erva-mate

Se para muitos a proposta uruguaia para legalização da maconha é um sinal de vanguarda, para outros, inclusive  movimentos históricos pela liberação da “marijuana”, a medida é um retrocesso.

Não há outro assunto possível no Uruguai. Nas famílias, bares, igrejas, táxis, jornais, TV, escritórios e universidades todos debatem a proposta do governo de legalizar e estatizar a venda de maconha. A direita tem uma nova bandeira contra a gestão de José Mujica. O governo, entretanto, alega que isso está sendo excessivamente valorizado agora e que no futuro o país será lembrando como vanguarda nesse ponto, como foi no século passado ao ser a primeira nação da região a legalizar a prostituição e o álcool — vale lembrar que o Congresso uruguaio, há alguns anos, aprovou a  legalização do aborto, vetada na última hora pelo então presidente Tabaré Vázquez.

Mas o que chama a atenção nas ruas de Montevidéu é que até mesmo os defensores da liberação da “marijuana”, como se diz por aqui, são contrários ao projeto. A primeira crítica é que esta proposta foi lançada em um pacote de quinze medidas contra a violência – e muitos não vêem relação entre estes dois pontos. Mas o que criou uma oposição entre os fumadores foi o controle estatal, o cadastro de usuários e a venda exclusiva para o estado. Eles sempre lutaram pela  liberação do auto-cultivo e são contra uma supervisão estatal. Afinal, o que acontecerá com eles se a lista dos usuários se tornar pública?

Taxistas e idosos, por exemplo, se dizem envergonhados com a proposta, enquanto jovens e estudantes, felizes com o debate, dizem que o país caminha para ser “primeiro mundo”. Outros assuntos paralelos dominam até os programas de fofoca nas tardes de TV: como será a punição para quem for pego dirigindo após consumir maconha? Nas rodas de  amigos, chama a atenção na proposta a liberação de 40 cigarros de maconha por mês. Qual o embasamento “científico” para isso? A maioria não duvida: a regra foi um cigarro por dia e alguns sobressalentes para o fim de semana. Mas eles gostam, mesmo, é de imaginar como foi a discussão para definir a cota entre os ministros do país….

O principal argumento do governo é que é necessário acabar com a hipocrisia, que a venda regulamentada retira o usuário do jugo do traficante e do acesso a drogas mais pesadas, além de permitir uma arrecadação extraordinária de impostos, que teria todo o dinheiro arrecadado destinado ao tratamento de viciados. Mujica afirma que quer seguir o modelo sueco de venda de álcool, regulamentada e estatizada, repetindo mais uma vez a admiração que o socialista e ex-guerrilheiro tem pelo país nórdico.

Mas a oposição não dá trégua. Acredita que a legalização será o primeiro passo para que “as crianças uruguaias” entrem no mundo das drogas e afirmam que o governo deveria é ampliar o combate ao crack, problema social por aqui. Opositores lembram que a medida está na contramão do que ocorre com a bebida e com o cigarro, cada vez mais restringidos. Denúncias sobre um eventual plantio de maconha para testes na “Embrapa” local esquentam ainda mais os debates.

Mas afinal, a maconha será legalizada no Uruguai? Ninguém sabe ao certo responder esta questão. Politicamente a avaliação é que Mujica não perdeu popularidade com este projeto, mantendo cerca de 50% de aprovação e mostrando que também o Uruguai é um país muito dividido politicamente. Parte relevante da população vê com bons olhos a medida. Numericamente, Mujica tem os votos necessários no Congresso para aprovar sua proposta. Mas se dois deputados de sua base não votarem com o presidente o projeto não avança. E a população acredita que este risco é real. O ex-presidente Tabaré Vázquez pode ser fundamental neste processo, pois ele é tido como principal candidato
para as eleições de 2014, pela ampla frente de esquerda que já o elegeu e que agora conta com Mujica no governo. Médico por formação, Vázquez é muito influenciado pela mulher, ligada á igreja católica, e isso pode ser um problema para essa proposta —  e, dizem por aqui, teria sido um dos motivos para vetar a legalização do aborto. Como o ex-presidente é muito influente, pode virar um ou dois votos do governo e aí a legalização da maconha não passa. Muitos dizem que a chave da votação no Congresso estará em suas mãos.

Mas tudo ainda está em aberto. Pode ser que o país queira que a posição vanguardista prevaleça sobre a natureza conservadora dos uruguaios – tanto é assim que já está voltando o debate para a legalização do aborto e Mujica disse que não vetará a medida, mas que no atual Congresso não terá uma tramitação tão fácil, com mais deputados ligados á igreja. O fato é que já há outra erva, além da erva-mate do chimarrão, concorrendo a ser símbolo do Uruguai.

Reciclando o blog

15 de junho de 2012

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Como este blog estava parado, resolvi reativá-lo para publicar algumas coisas aqui. Vou começar para divulgar o artigo que escrevi sobre Madri, que saiu ontem no Globo A+, o vespertino para iPads do Globo. Bjs e até,

Madri volta a ser “latina”

A capital da Espanha talvez seja a cidade onde a crise europeia mostra  sua cara mais perversa

Madri sempre foi um exemplo de cidade para os “hispanohablantes”. A adesão à União Europeia trouxe recursos e a capital espanhola, que soube aproveitar as oportunidades, fez uma rede de metrô de deixar  alemães com inveja. Transporte público de qualidade, limpeza urbana que impressiona, planejamento viário excelente e uma organização  social que a distanciava da Espanha mais pobre, do Sul, mais próxima do nosso caos latino americano. Agora, com o país mergulhado em uma  das piores crises econômicas, as virtudes de Madri começam a se perder diante do avanço dos problemas sociais decorrentes da falta de  oportunidades de trabalho em um país que há pouco importava mão de obra.

A Madri de 2012 é um arremedo da Madri de 2009, quando o país, ao menos tecnicamente, já estava em crise. Voltar à cidade onde vivi após três anos de pesada crise foi um verdadeiro choque. A cidade, as  pessoas e a “alma” da cidade estão diferentes. É o exemplo mais concreto do que pode ocorrer com a “vida real” quando os resultados  financeiros de um país insistem em ficar no vermelho. Até a “movida madrilenha”, a arte dos espanhóis se divertirem nos excepcionais bares  da cidade, mudou. No país que tem 25% das pessoas sem emprego, onde um a cada dois jovens estão sem trabalho, ficou mais difícil se divertir.  Madri respira a crise.

As mudanças são visíveis. As placas pretas e laranjas, anunciando imóveis para alugar, multiplicaram-se. Até mesmo nos bairros mais caros, encontrar um apartamento para alugar ficou mais fácil e barato.  Preços que, se comparados ao inflacionado mercado imobiliário do Rio de Janeiro, parem uma pechincha. Lojas tradicionais abrindo espaço  para penhores, placas e homens-placa com a expressão “Compro Oro” nos faz pensar que estamos no Largo da Carioca de outros tempos.
 
Mas o pior é ver como estão as pessoas. Não é incomum ver grupos  grandes, às vezes, com quase cinco pessoas, morando embaixo de marquises de apartamentos e de lojas como a Zara. Pessoas que fazem  verdadeiras casas de papelão. Bem próximo do Parque do Retiro, ao lado do Museu Arqueológico, região nobre da capital espanhola, caixas de  papelão improvisam um abrigo para dois homens se protegerem da chuva e do frio dos últimos dias do mês de abril. Esse público mudou: não são
apenas os tradicionais homens-de-meia-idade-com barbas, agora jovens e mulheres buscam às ruas e contam com a  solidariedade de quem anda pelas ruas de Madrid.

Mas a crise assolapa mesmo quem continua com emprego e com casa. A  palavra “crise” virou aposto necessário de qualquer conversa, de qualquer pensamento, parece. Restaurantes abusam da expressão “menu  anti-crisis” – isso desde 2009 e agora mais presente que nuca –, o ambiente da cidade está pesado, as pessoas sorriem menos nas ruas. Até  o colorido de Madri se perdeu um pouco: a cidade está menos plural, com muito menos imigrantes, vários dos quais voltaram aos seus países  de origem, em geral na América Latina, usando o serviço de “retorno digno” criado pelo governo. Assim, cada vez mais há espanhóis em serviços antes renegados por eles, como garçons, lixeiros e atendentes  de grandes redes de fast food.

A TV espanhola, que em geral já um pouco apelativa, adotou de vez a crise, fazendo com que o cidadão não se esqueça de seus problemas nem mesmo quando tenta relaxar. A expressão “Nestes tempos de crise”  invariavelmente começa reportagens sobre touradas, futebol, vida de famosos, show da Madonna. O mesmo ocorre nas revistas, nos jornais.  Restaurantes onde antes era necessário reserva antecipada estão mais acessíveis. Os bares de Malasaña, Latina, Chueca ou Lavapiés continuam  com o borburinho característico, embora um pouco reduzido e com uma proporção maior de turistas que nativos.

Claro que a cidade continua interessantíssima, com museus incríveis,  milhares de atrações, com uma agenda de jogos de futebol das mais espetaculares. Mas Madri está longe de seu auge. Até as temidas  barreiras nos aeroportos estão mais frouxas, ávidas pelo dinheiro dos turistas. Mas pior que a situação da cidade, o que incomoda é a falta  de perspectiva. Ao contrário do que ocorria em 2009, agora os espanhóis temem mais pelo futuro que pelo presente.

Semanal

2 de março de 2011

O objetivo deste blog era, durante o meu primeiro ano completo no Rio, colocar ao menos uma foto diferente por dia. Consegui. Foram, na verdade, 381 posts em 371 dias, que gerou quase 9 mil visitas — em fevereiro, último mês do blog diário, a média de visitas estava em cerca de 50 por dia. Mas o objetivo era este. Como acho que ainda não é o momento de acabar de uma vez por todoas com o blog, vou transformá-lo em semanal. Vamos ver o que rola…

Vila Isabel

28 de fevereiro de 2011

Na semana do carnaval, fotos do último ensaio da Vila Isabel na quadra, com direito à rainhada bateria Sabrina Sato e uma transexual que estava no BBB…

Acredite, isso ainda é Rio…

27 de fevereiro de 2011

Uma das pontas da cidade: a restinga de Marambaia. Sim, isso ainda é a cidade do Rio…

O carnaval delivery

26 de fevereiro de 2011

Nessa época do ano, o Carnaval vai até você. Bloco “Os Mendigos” agorinha mesmo, na rua de casa. Fotos da Bicca, tiradas da janela…

Pesca

26 de fevereiro de 2011

Praia do Grumari:

Corneteiro

25 de fevereiro de 2011

Na esquina da Garcia D’ávila com a Visconde de Pirajá, em Ipanema,  está uma das estátuas mais engraçadas do Rio: o Corneteiro. Feita por Ique, veja sua história:

Em 1822,na batalha de Pirajá,na Bahia,o corneteiro recebeu ordem de anunciar a “retirada” das tropas que enfrentavam os portugueses.Não se sabe se por engano ou convicção cívica,ele deu o toque de “avançar degolando”-e os brasileiros,embora em menor número,venceram a batalha.

Agora, as fotos:

Ceará em primeiro lugar

24 de fevereiro de 2011

Vejam esse buteco na Mangueira. Apesar de conquistar todos so clientes, ele deixa claro qual é o time do seu coração:

Peladões de Abricó

23 de fevereiro de 2011

A partir de agota vou fazer algo diferente em todo meu aniversário. Desta vez, fui a uma praia de naturismo, a praia de Abricó:

Presente de aniversário: prainha

22 de fevereiro de 2011

Hoje é, em tese, o dia de morte deste blog. Eu comecei, no meu aniversário, o projeto de colocar uma foto por dia do Rio durante todo o meu 32º ano de vida, que acaba hoje. Em tese, esse seria meu último post. Mas não sei ainda o que será deste blog. Só decidi, aindaque ele continua até fechar fevereiro. Depois posso acabar com ele, transformá-lo em semanal… ainda não sei. De qualquer maneira, coloco aqui, hoje, as fotos da Prainha, minha prai predileta no Rio, que será meu presente de aniversário. Como estou de folga hoje, passarei o dia lá, curtindo:

O caça-fantasmas do Rio

21 de fevereiro de 2011

Ontem estava passeando por Guaratiba, lá no finzinho do Rio e vi algo muito engraçado: um centro espírita com serviço de emergência, um verdadeiro caça-fantasmas! Vejam: